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Moda: Quem vai ganhar essa guerra?

23 23UTC setembro 23UTC 2010

O que é moda para você? Para uns, apenas jeito de se vestir, para outros, consumo em série de um estilo de vida. Mas todos concordam em um ponto: moda é a tendência de consumo atual.

Vemos diariamente pessoas que andam agrupadas e isoladas de outras culturas. São roqueiros, funkeiros, punks, pagodeiros, patricinhas, forrozeiros e mais uma infinidade de outras denominações que são agregadas à sociedade com uma freqüência cada vez maior. Mas não é a diversificação que chama mais atenção e sim o universo criado por cada um. Com as mesmas falas, vestes e gestos cada grupo constrói uma muralha difícil de ser ultrapassada por idéias divergentes. Foi isso que o mercado comercial começou a perceber e que deu abertura para a criação de negócios especializados. Hoje você pode ir a uma loja que vende somente artigos para quem gosta de Rock ou, se preferir, comprar incensos em uma loja de esotéricos para ambientalizar sua casa e sintonizar a alma e a mente. As opções de consumo estão cada vez maiores e isso não pára por aí.

Além de lojas, existem também eventos para divulgar ainda mais os estilos atuais como é o caso da São Paulo Fashion Week ou do Abril Pro Rock. Entretanto, o fato é que as diferenças – cada vez mais gritantes -, ao invés de enriquecer os comportamentos individuais das pessoas, criam um abismo entre elas e fazem com que os defensores de um grupo específico defendam a superioridade em relação aos outros. Alguns chegam até a provocar agressões físicas e danos materiais como acontece freqüentemente durante as brigas entre Punks e Skinheads.

Um outro universo interessante é o grupo dos Cults que preferem o vinil ao mp3 e gastam pequenas fortunas para adquirir antiguidades no intuito de demonstrar a bagagem cultural que possuem. Como por exemplo:

Pagar 5.600 reais por uma antiga balança de moedas…

…ou gastar gastar 7.500 reais na primeira edição dos três volumes do livro “Apontamentos para a História Natural dos Pássaros”. (Que nem está traduzido para o Português, mas como Espanhol é mais Cult, o preço se torna uma pexinxa)

Os Cults fazem ferrenhos embates contra grupos, segundo eles, fúteis como “Funkeiros” e “Patricinhas” que, para se defender, usam como bandeira a famosa filosofia do “Carpe Diem”.

O mundo está dividido. E essa divisão vem fragmentando em alta velocidade a originalidade para dar espaço aos modismos modernos. O que para uns é dinâmico e atual, para outros pode ser a perda de valores importantes na construção de uma sociedade decente. Quem está certo? Só o futuro poderá dizer. A única coisa que ainda nos resta é analisar com cuidado as facções existentes, escolher a que achamos melhor e torcer para que a nossa escolha um dia ganhe essas batalhas de tendências e estilos.

Fim

De → Pessoas

3 Comentários
  1. Sem falar nas modinhas emo, restart, justin bieber, lady gagá(bleh!)
    a um tempo atrás estávamos a beira do ridículo com é o tchan, tiririca, molejo e etc, agora estamos morrendo afogados.
    Hj qq coisa tá virando moda, e quando as pessoas não conseguem, apelam pra sacanagem. To com medo que acorde um dia e soltar peido em lugar público seja algo comum kkkkk
    Continue escrevendo velho!
    adicionei seu blog nos favoritos da dois e meio
    abraço!

    • Não acho q essa divisão seja ruim para a originalidade. A originalidadde sempre vai existir. A questão é q divisão entre o q é ruim e o q é bom. No Brasil sabemos q o q é ruim (moda e massa) tende a se impor. Não só se impõe aqui como ainda exportamos, pra piorar ainda mais. Ai temos recentes de coisas ruins como Luan Santana (ganhou alguma prêmio de revelação da música brasileira), Restart. Hori, sem contar axé e o pagode (nojo). Mas é isso ai, vamos pra frente.

  2. Victor Bruno Link Permanente

    Não quis dizer que a originalidade deixe de existir pelo grande crescimento da diversidade. Ao contrário. Quanto mais diversificado, mais original. O problema é que as pessoas que decidem se enquadrar em um determinado estilo, na maioria das vezes, são preconceituosas quanto ao que é diferente (principalmente se esse “diferente” cair no gosto popular). Temos o direito de não gostar e, logicamente, de expor nossas críticas. Mas enfim, é difícil querer que um dia tudo seja aceito (inclusive da minha parte que, deixando a hipocrisia de lado, acho muita coisa nova que aparece um lixo).

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